Como criar conteúdo para as redes sociais da sua escola (em 3 passos)
- Vanessa Turella
- 25 de ago. de 2020
- 5 min de leitura
Atualizado: 15 de ago. de 2023
Presença digital não é mais uma opção nos dias atuais e, sim, um pré-requisito fundamental para quem tem um negócio. E quando falamos de escolas, algumas pessoas ainda têm dúvidas de como ter uma presença digital, afinal, não estamos falando de um produto específico para ser divulgado, nem de uma liquidação de inverno como vemos nas vitrines dos shoppings. Então, como fazer sua escola ter valor e ser reconhecida na internet?

Uma coisa é fato, quem não é visto não é lembrado! E isso quer dizer que, o mínimo do mínimo você precisa ter, ou seja, ter um site e redes sociais. Para ser mais específico, uma página no Facebook (e não um perfil pessoal) e uma conta Business no Instagram. “Puxa, isso eu já tenho!”. Que bacana, parabéns!
Contudo, isso não é o suficiente.
É preciso alimentar esses canais de comunicação. O problema é que na correria do dia a dia, muitas escolas se encontram em um grande dilema e não sabem como fazer isso. E então, nos deparamos com o mais comum, fotos e mais fotos dos alunos, sem ao menos passarem essas imagens por uma curadoria e eliminarem as fotos que ridicularizam as crianças e a escola. Aqui, podemos citar exemplos como: criança com nariz sujo, balde com pano de chão de fundo, professor com cara de bravo, enfim, são inúmeras as situações que já presenciamos. Até criança mostrando o dedo do meio. É desesperador, mas acontece, acredite!
Agora, imaginem um pai ou mãe visitando suas redes sociais e vendo a foto de uma criança com o dedo do meio à mostra, o que será que eles vão pensar?

POSTAR FOTOS DAS ATIVIDADES RESOLVE?
O fato é que as escolas cometem esse erro grave. Achar que postar fotos das atividades é o único e melhor meio de comunicação. Sim, divulgar as atividades promovidas pela escola é muito importante, mas será mesmo que as fotos dos alunos são a única coisa para divulgar? Será mesmo que falar mais do mesmo atrai novos pais interessados na sua escola?
Conteúdo gera autoridade para sua escola. Conteúdo gera empatia. Conteúdo gera afinidade. Então, isso quer dizer que: você precisa ter conteúdo na sua comunicação, e não somente fotinhos. E quais conteúdos são esses?
Eles podem variar entre diferentes assuntos, como entretenimento, utilidade pública, dicas úteis, comportamento infantil, curiosidades, enfim, as opções são diversas. Tudo vai depender do seu público-alvo, da linguagem que você utiliza para falar com ele, do que você deseja comunicar e de como você quer impactar essas pessoas. São muitas coisas para analisar, não é mesmo? Talvez tudo isso seja um pouco mais específico, mas o que posso dizer é comece com o mais simples, abordando assuntos mais amplos.
Por exemplo, se a sua escola tiver Berçário, você pode explorar temas que envolvam a faixa etária de bebês, como alimentação, sono e brincadeiras. Afinal, muitos pais e mães têm dúvidas e dificuldades no momento de colocar em prática essas habilidades. Claro que o conteúdo envolvendo os alunos da escola terão mais engajamento, afinal, existe um fã clube de olho nas publicações esperando ver seu filho entre as fotos que serão publicadas. Mas, não se engane.
Esses são os pais que já fazem parte do seu núcleo de clientes, e você precisa atingir mais do que isso. Pais que ainda não conhecem sua escola (público frio), pais que já ouviram falar mas não conhecem a fundo (público morno) e pais que até já visitaram sua escola, mas ainda não estão no momento de ‘compra’ (público quente).

1. OFEREÇA AJUDA AO SEU PÚBLICO
Se coloque no lugar dele e tente identificar quais são suas dores. Um exemplo muito atual que podemos usar é do momento atual que estamos vivendo. Quais são as dificuldades que os pais têm vivido nos últimos meses? Como conciliar trabalho, casa, lições e filhos? Pensando nisso, ofereça soluções que simplifiquem essas pontualidades. Neste contexto, você pode, inclusive, trazer soluções que a escola pedagogicamente oferece às famílias.
Para o assunto não girar somente em torno da pandemia, existem outras alternativas. E para abordá-las não é tão difícil, basta dar um Google e você encontrará N conteúdos sobre as fases dos bebês. Primeira dentição, introdução alimentar, rotina do sono, enfim. Use a criatividade!

2. CRIE SUA IDENTIDADE
Ter sua própria maneira de falar fará com que sua comunicação se destaque. Vale lembrar que, muitas escolas tendem a escrever formalmente, com palavras difíceis para ‘mostrarem’ sua expertise na língua portuguesa. Mas, convenhamos, quem gosta de ler isso nas redes sociais? Parece um pouco chato, não? A dica aqui é usar palavras mais conhecidas, em uma linguagem mais informal, claro que respeitando a ortografia, mas com um toque de leveza, entende?
Para que seu conteúdo seja mais autoral, ofereça algumas dicas de como a escola resolve algumas situações com as crianças. Por exemplo, no caso de uma criança ter atrito com outra, algo que acontece corriqueiramente entre irmãos, como os pais podem resolver este conflito? Expor a opinião da escola em casos como este promove confiança a quem lê. Primeiro porque você está oferecendo ajuda de alguma maneira. E segundo, porque você aponta, de certa forma, a maneira na qual a escola trabalha determinados conflitos no dia a dia. Bingo!

3. E COMO FICAM AS ATIVIDADES DA ESCOLA?
Sim, precisamos também falar disso! Mas sem ser maçante, sabe? De nada adianta postar milhões de fotos de uma atividade sem ao menos explicar o que está sendo trabalhado ali. Explique o objetivo da atividade, quais foram os materiais utilizados, como as crianças se desempenharam. Ah e antes que me esqueça, não use palavras muito técnicas, como por exemplo, psicomotricidade. A menos que você explique do que se trata, posso te garantir que a maioria dos pais não vão entender, o que tornará a leitura desinteressante.
É importante também avaliar se existe a necessidade de serem postadas 101 fotos de cada atividade. Se for para agradar aos pais, é mais assertivo enviar as fotos através de um aplicativo ou blog, mas não nas redes sociais. Além de haver uma grande exposição das crianças, o que nem todo pai gosta (eu, como mãe, particularmente não curto) as fotos acabam não mostrando o que realmente precisa ser mostrado: a atividade! Faça uma curadoria e separe aquelas que evidenciam muito mais o processo e a finalização.
Aqui, você não precisa se preocupar se a ‘Mariazinha’ do maternal está na foto, porque senão a mãe dela vai questionar. E nem se o ‘Joãozinho’ do berçário está aparecendo na foto, porque o pai dele não autorizou o uso de imagens do filho. Tá vendo que problemão você arranja pra cabeça com essa brincadeira?!
BÔNUS:
Se você precisa melhorar o marketing da sua escola e não sabe por onde começar, envie-nos uma mensagem CLICANDO ABAIXO e nós iremos avaliar sua comunicação.
E aí, o que você achou? Concorda ou não com tudo que falamos no artigo?